O1. Como nos conhecemos
Eu estava no segundo ano. Era uma nova turma, cheia de colegas que eu não conhecia. Mesmo assim tive sorte, pois me mantiveram na mesma turma das minhas duas melhores amigas na época (a Ingrid e a Baby).
Não sei ao certo o dia que conheci o Thiago. Só possuo uma vaga lembrança de tê-lo escutado conversar com o Pierre sobre um monte de coisas chatas, a ponto de me irritar por estarem me atrapalhando a assistir a aula de matemática. Lembro também (vagamente) de como me apresentei a ele: disse meu nome, ele e Pierre responderam com os nomes deles.
Mesmo não tendo certeza do dia ou se isso realmente aconteceu assim, estou certa de que quando o vi, o amei. Assim, simplesmente assim.
[Legenda da foto: turma 2002. O Thiago é o que está agachado, no canto direito]
[Legenda da foto: turma 2002. O Thiago é o que está agachado, no canto direito]
O2. Então, violentamente, me apaixonei.
Aquele ano (2006) foi maravilhoso. Não poderia ter encontrado amigos mais perfeitos! 2006 teve gosto de diversão e deixou uma saudade que define o auge da minha adolescência. Ás vezes eu olho meus alunos do médio e penso que eles deveriam aproveitar o máximo dessa época linda.
Enfim... Thiago fazia parte do meu grupo de amigos. Ele sentava perto de mim, passava o intervalo comigo (quando não estava jogando vôlei) e, principalmente, ME IRRITAVA MUITO. Sim! Ele dedicava horas do dia dele para implicar comigo e ser altamente grosseiro e desagradável. Ele não gostava de tirar foto, não parava de encontrar coisas para me criticar e não tinha paciência NENHUMA de me ensinar matemática. Ele era péssimo, o pior do meu grupo de amigos; e eu era terrivelmente apaixonada por ele.
O que eu fazia? Simples. Implicava com ele, respondia suas provocações e me odiava profundamente por gostar tanto desse ogro!
Obviamente todo esse joguinho foi percebido e interpretado por nossos amigos como amor. Nessa época, tudo o que eu queria era parar de gostar dele e fingir que nunca senti nada, que ele era só uma criatura sem significado nenhum na minha vida; mas claro que isso nunca deu certo e nossos amigos passaram a ter o objetivo de nos perturbar com frases como "vocês se amam", "por que não admitem logo?" ou "Não adianta disfarçar, Thalita, eu sei que você gosta dele".
O3. 2OO7
Em 2007 as coisas foram diferentes. Já não estávamos na mesma turma, eu já tinha ficado/namorado dois caras (um deles fazia parte do nosso círculo de amigos, e até hoje faz) e coloquei na minha mente que tinha esquecido de vez o Thiago e que aquele sentimento havia sido um devaneio.
Surpreendentemente, nos aproximamos nesse ano. A sala dele ficava em frente a escada, e praticamente todos os dias ele estava lá quando eu chegava; ele me abraçava e me pegava no colo. Algumas vezes ele estava lá na minha sala e me recepcionava da mesma forma. Era fofinho! *-*
Terminamos aquele ano com uma amizade muito boa, não só entre nós dois, mas entre o grupo inteiro. Nós todos passamos os anos seguintes nos encontrando, marcando passeios e mantendo constante contato pela internet.
[Legenda da foto: Ele que chegou, me abraçou e pediu pra Ingrid bater a foto] *o*
[Legenda da foto: Ele que chegou, me abraçou e pediu pra Ingrid bater a foto] *o*
O4. "E aí o que vem com toda força é aquele sentimento que você pensava já ter esquecido"
Tive mais um relacionamento falho em 2008. Esse, em especial, possui um significado grande para nossa
história: o tal rapaz (que nem conhecia o Thiago) tinha ciúmes dele. Quando terminamos, ele disse "Vai ficar com o Thiago. Afinal, ele é o amor da sua vida". Acho que ele estava certo.
história: o tal rapaz (que nem conhecia o Thiago) tinha ciúmes dele. Quando terminamos, ele disse "Vai ficar com o Thiago. Afinal, ele é o amor da sua vida". Acho que ele estava certo.
E por falar em relacionamentos, setembro de 2009 trouxe o que seria uma das minhas piores lembranças: No aniversário da filha da Baby e do Naldo (ambos estudaram conosco), o Thiago me contou que estava namorando. "Como assim namorando?", eu pensava (ok, eu soube de outras meninas que ele ficou, mas nada era sério). Só conseguia agradecer a Deus por ele não tê-la levado pra festa. Eu ia ao banheiro toda hora, com medo de desabar ali na frente dele; queria ir pra casa e chorar. Quando pude, chorei a noite inteira.
Eu me perguntava o porquê daquilo. Por que eu estava chorando? Qual era o meu problema?
Acho que a resposta era óbvia.
[Legenda da foto: Sempre que olho pra essa imagem, me surpreendo com a minha capacidade de sorrir. Só Deus sabe como meu coração estava. :( ]
[Legenda da foto: Sempre que olho pra essa imagem, me surpreendo com a minha capacidade de sorrir. Só Deus sabe como meu coração estava. :( ]
O5. Uma nova esperança.
O relacionamento dele com a "querida" não durou três meses (nem dois, eu acho '-') e, em dezembro de 2009 ele já estava conversando comigo quase todos os dias pelo MSN.
Em 2010 nós ficamos tão próximos a ponto de eu esperar por ele na internet e querer só conversar com ele. Foi uma época muito gostosa, pois vivíamos nesse joguinho de falas e interpretações, de “jogar verde” e esperar o outro entender.
Ele me mandava flores na ‘colheita feliz’ do Orkut e escrevia “eu te amo”, conversava comigo pelo MSN e sempre era tão doce que parecia ser impossível a possibilidade dele não gostar de mim.
No dia 1 de fevereiro ele veio até a minha casa entregar um livro que ele comprou de presente pra mim. Nós conversamos a manhã toda, e eu estava imensamente feliz por ele estar aqui comigo. Era perfeito demais! Eu tinha esperança e medo, pois eu nunca havia sentido isso por ninguém!
Aquele dia o Thiago foi embora sem me beijar ou fazer menção aos sentimentos dele por mim; mas eu não estava preocupada. Quando ele foi embora, sentei no sofá e escutei o carro dele ir embora. Eu fiquei na sala sentindo o cheiro dele, que estava preenchendo o ar do ambiente. Era tão forte pra mim... tão gostoso! (Depois fui descobrir que isso é mais do que romantismo exacerbado. É algo realmente químico/biológico. xD)
O6. Finalmente!!
As coisas entre nós estavam cada vez mais estreitas. Já nos chamávamos de 'amor' e nos tratávamos com muito carinho.
Eu não o via desde o dia 01/02 e estava muito ansiosa! Quando cheguei ele me abraçou de um jeito muito diferente do habitual. Eu senti minhas pernas tremerem quando senti os braços dele me envolvendo; e, enquanto nos encaminhávamos para o local onde encontraríamos a Baby, ele ia abraçado comigo. *-*
Sentamos perto um do outro no restaurante. Quase todos os nossos amigos foram (menos a Ingrid, o Vinicius e o Pierre) e colocaram a maior pilha em nós. Eu estava extremamente vermelha e tentava desviar o assunto que constantemente era reiniciado por eles.
Lembro-me de ter ido ao banheiro com a Aline e ela ter me dito "vocês vão ficar hoje". Lembro também dos olhares dele em minha direção, do braço dele na minha cadeira e da maneira tranquila que ele lidava com as provocações dos nossos amigos.
Depois que levei o Henrique ao banheiro(-q), o Edmo me puxou e a Baby disse no meu ouvido "ele acabou de responder que gosta de você"; eu, obviamente, gelei e tentei dizer pra mim mesma que era só pilha deles, pois não queria criar esperanças e me decepcionar.
Eles estavam impossíveis aquele dia. Obrigaram o pobre Henrique a ir de metrô pra eu ir de carona com o Thiago de carro. Na verdade, PAGARAM A PASSAGEM DO HENRIQUE pra ele não ir com a gente.
Eu estava desesperada!! Fiquei pensando que seria muito constrangedor e fiquei implorando pra eles pararem com isso. Pedi pro Henrique ir com a gente, mas ele não entendeu nada! E quando eu vi, meus amigos estavam indo pro metrô, e o Thiago me puxou pela cintura e foi abraçado comigo pro carro.
Tive medo de não termos assunto, de ficar um clima constrangedor demais pra minha timidez; mas havia esquecido que ele era meu amigo havia mais de quatro anos. Ele me deixou altamente a vontade durante o trajeto até minha casa.
Quando chegamos, ele ESTACIONOU o carro na minha calçada! Foi aí que eu descobri que 5 segundos podem demorar uma eternidade: ele ficou quieto e eu disse "entããão...", já pronta pra dar tchau, sair do carro e entrar correndo pra minha casa. Foi quando ele me interrompeu e falou "Thalita, eu posso te fazer uma pergunta?", eu respondi que sim, e ele "Você quer ficar comigo?". Subitamente disse "quero" e fiquei pensando que eu deveria ter me feito de difícil, fingido que estava pensando, ou, sei lá, deixar pra outro dia! Eu estava MUITO nervosa!
Ele sorriu, dizendo que já queria ter pedido há muito tempo, mas teve vergonha. Conversamos brevemente sobre isso, e ele disse que gostava de mim, e me beijou. Finalmente me beijou. E tudo o que eu posso dizer desse momento é: foi o melhor beijo da minha vida. Tinha gosto de realização de um sonho.
Mas quando terminei de beijá-lo, um medo tomou conta de mim: e se desse tudo errado?
Bem, ele me perguntou o que houve e eu respondi "Eu também gosto de você. De verdade mesmo! Eu tenho até medo do quanto". Foi quando ele falou a coisa mais linda que eu já tinha escutado: "Não precisa ter medo. Eu realmente AMO você, Thalita."
Eu fiquei tão extasiada que me aproximei dele para beijá-lo, mas não tive coragem. Ele me beijou novamente. E de novo, e mais algumas vezes.
Quando me despedi dele, entrei em casa mais feliz do que jamais havia sido. Passei a noite em claro, ao lado da minha blusa (impregnada do cheiro dele) e torcendo para que aquilo fosse mesmo real.
[Legenda da foto: Olha ele ali do meu lado no restaurante! *-* ]
[Legenda da foto: Olha ele ali do meu lado no restaurante! *-* ]
O7. Oficializando o namoro.
Depois de algumas saídas, um beijo constrangedor na frente dos nossos amigos, e umas visitas à minha casa (incluindo uma festa de aniversário do meu pai, quando ele conheceu a minha família INTEIRA), ele me pediu em namoro no dia 19 de julho de 2010.
Agora estamos noivos. Existem acontecimentos importantíssimos que ocorreram durante o namoro, mas vou deixar para um próximo post (a parte 2 xD). Por enquanto reafirmo que a nossa história é a mais linda do mundo, e digo com toda certeza que somos o casal mais apaixonado que eu conheço.
O Thiago me mostra todos os dias que é possível viver um amor de verdade. Ele me faz feliz como ninguém jamais conseguiu. E é com ele que eu vou me casar, pois estou certa de que enquanto eu respirar vou amá-lo com todas as minhas forças.








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